{"id":1111,"date":"2026-07-16T11:43:44","date_gmt":"2026-07-16T14:43:44","guid":{"rendered":"https:\/\/claudiostarec.com.br\/?p=1111"},"modified":"2026-08-10T11:48:53","modified_gmt":"2026-08-10T14:48:53","slug":"o-dia-em-que-o-bernardinho-quase-perdeu-o-ouro-por-ser-o-bernardinho","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/claudiostarec.com.br\/index.php\/2026\/07\/16\/o-dia-em-que-o-bernardinho-quase-perdeu-o-ouro-por-ser-o-bernardinho\/","title":{"rendered":"O dia em que o Bernardinho quase perdeu o ouro por ser o Bernardinho"},"content":{"rendered":"\n<div style=\"height:30px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Desconforto sem humanidade \u00e9 ass\u00e9dio com metas!<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Seu time n\u00e3o precisa de conforto. Precisa de um l\u00edder que entre na quadra junto.<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ele havia batido todas as metas com tr\u00eas anos de anteced\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Conto essa hist\u00f3ria no meu novo livro, <em>Lideran\u00e7a 360\u00b0: Os 5 Ps da Alta Performance<\/em>, que ser\u00e1 lan\u00e7ado ainda este ano. Um executivo de um dos maiores grupos de comunica\u00e7\u00e3o do Brasil me procurou para um trabalho de planejamento estrat\u00e9gico: tr\u00eas \u00e1reas seriam fundidas sob o seu comando. Desenhamos juntos o mapa, os indicadores, as entregas. O resultado veio \u2014 e veio r\u00e1pido. Todas as metas alcan\u00e7adas tr\u00eas anos antes do previsto.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Um ano depois, voltei a conversar com ele para acompanhar a evolu\u00e7\u00e3o. Esperava encontrar um l\u00edder celebrando. Encontrei um homem profundamente insatisfeito.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Das suas cinco ger\u00eancias, um gerente respondia a uma acusa\u00e7\u00e3o de ass\u00e9dio moral. Outro havia pedido para sair. E a equipe inteira de um terceiro havia solicitado transfer\u00eancia em massa para outro setor.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Foi ele mesmo quem fez o diagn\u00f3stico, com uma honestidade rara: o erro tamb\u00e9m tinha sido dele. <strong><em>Acompanhou de perto a evolu\u00e7\u00e3o dos n\u00fameros e de longe a involu\u00e7\u00e3o das pessoas<\/em><\/strong>. A &#8220;evolu\u00e7\u00e3o&#8221; era positiva nas planilhas e devastadora nas rela\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Aquela conversa me ensinou algo que carrego desde ent\u00e3o: <em>desconforto sem cuidado n\u00e3o \u00e9 gest\u00e3o de alta performance<\/em>. <strong>\u00c9 dano em c\u00e2mera lenta<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">De quem \u00e9 a ideia de zona de desconforto?<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Li pela primeira vez a express\u00e3o &#8220;zona de desconforto&#8221; aplicada \u00e0 lideran\u00e7a no livro <em>Transformando Suor em Ouro<\/em>, do Bernardinho. N\u00e3o por acaso, um dos cap\u00edtulos se chama exatamente &#8220;<strong>Aos campe\u00f5es, o desconforto<\/strong>&#8220;. Quando assumiu a sele\u00e7\u00e3o masculina, em 2000, sua filosofia era combater a acomoda\u00e7\u00e3o de forma permanente \u2014 afinal, dizia ele, <strong><em>a vontade de se preparar precisa ser maior do que a vontade de vencer.<\/em><\/strong> H\u00e1 uma cena no livro que resume tudo: no dia seguinte a uma vit\u00f3ria, quando todos esperavam folga, Bernardinho marcou treino \u00e0s duas da tarde. N\u00e3o por capricho. Para <em>transferir o foco da vit\u00f3ria de ontem para o desafio de amanh\u00e3.<\/em><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"720\" height=\"734\" src=\"https:\/\/claudiostarec.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/frase-bernardinho.webp\" alt=\"\" class=\"wp-image-1112\" srcset=\"https:\/\/claudiostarec.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/frase-bernardinho.webp 720w, https:\/\/claudiostarec.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/frase-bernardinho-294x300.webp 294w\" sizes=\"(max-width: 720px) 100vw, 720px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">\u00c9 preciso ser melhor do que j\u00e1 fomos.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mas fui pesquisar a genealogia do conceito, e ela \u00e9 mais antiga do que parece. A ci\u00eancia por tr\u00e1s da ideia nasceu em 1908, quando os psic\u00f3logos Robert Yerkes e John Dodson demonstraram que o desempenho aumenta com o n\u00edvel de press\u00e3o \u2014 at\u00e9 um ponto \u00f3timo, a partir do qual mais press\u00e3o significa menos resultado. \u00c9 a famosa curva em U invertido. Em 1991, a psic\u00f3loga americana Judith Bardwick popularizou o termo &#8220;zona de conforto&#8221; no mundo corporativo com o livro <em>Danger in the Comfort Zone<\/em>. E, muito antes de todos, o psic\u00f3logo Lev Vygotsky j\u00e1 havia descoberto que o desenvolvimento humano acontece na &#8220;zona de desenvolvimento proximal&#8221;: aquele espa\u00e7o logo al\u00e9m do que a pessoa consegue fazer sozinha \u2014 desafiador o suficiente para esticar, pr\u00f3ximo o suficiente para ser alcan\u00e7\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O Bernardinho, portanto, n\u00e3o inventou o conceito. Fez algo talvez mais dif\u00edcil: transformou teoria em ouro ol\u00edmpico. E aprendeu a ess\u00eancia com seu primeiro treinador, o s\u00e1bio Ben\u00ea, numa frase que deveria estar emoldurada em toda sala de lideran\u00e7a: <strong><em>deve-se exigir mais de quem tem mais a dar.<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">A dose faz o veneno<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Aqui chegamos ao ponto que o executivo do grupo de comunica\u00e7\u00e3o descobriu da forma mais dura. A zona de desconforto \u00e9 um instrumento de desenvolvimento e, como todo instrumento potente, tem dose. <strong><em>Errar a dose para menos gera acomoda\u00e7\u00e3o. Errar para mais gera adoecimento.<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O l\u00edder que subestima seu time comete uma viol\u00eancia silenciosa: insulta o potencial das pessoas com metas que n\u00e3o exigem nada delas. O t\u00e9dio tamb\u00e9m adoece. Mas o l\u00edder que superestima comete a viol\u00eancia oposta: transforma desafio em impossibilidade, e impossibilidade cr\u00f4nica em ansiedade, cinismo e fuga. <strong>O desafio nunca pode ser inalcan\u00e7\u00e1vel. <\/strong>Quando a pessoa descobre que n\u00e3o h\u00e1 esfor\u00e7o que baste, ela n\u00e3o se estica, ela se quebra ou se retira. Foi exatamente o que aquelas equipes fizeram: uma denunciou, uma pediu demiss\u00e3o, uma fugiu em massa.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A professora Amy Edmondson, de Harvard, ofereceu o mapa mais preciso para essa dosagem. Cruzando dois eixos, n\u00edvel de exig\u00eancia e seguran\u00e7a psicol\u00f3gica, ela mostrou que <strong><em>exig\u00eancia alta sem seguran\u00e7a produz a zona da ansiedade<\/em><\/strong>, onde o medo cala as pessoas. <strong><em>Seguran\u00e7a alta sem exig\u00eancia produz a zona do conforto<\/em><\/strong>, onde nada acontece.<em> O desenvolvimento mora no quadrante onde os dois s\u00e3o altos:<\/em><strong><em> a zona de aprendizagem<\/em><\/strong><em>.<\/em> \u00c9 ali que o desconforto vira crescimento, porque as pessoas podem errar, perguntar e discordar sem medo, mas n\u00e3o podem se acomodar.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em outras palavras: <em>provocar e desafiar, sim<\/em>. <strong>Sem perder a ternura jamais<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">E h\u00e1 um teste simples para saber de que lado da linha estamos. <em>O desafio leg\u00edtimo pressiona a tarefa; o ass\u00e9dio ataca a pessoa<\/em>. O desafio estica por um per\u00edodo; <strong>o abuso sobrecarrega para sempre<\/strong>. O desafio vem acompanhado de suporte; o abuso, de abandono. O l\u00edder que grita &#8220;quero ver voc\u00ea superar esse desafio&#8221; e desaparece n\u00e3o criou uma zona de desconforto. Criou uma zona de risco \u2014 para o time e para si mesmo, inclusive juridicamente, como a NR-1 deixou expl\u00edcito ao incluir os riscos psicossociais na responsabilidade formal das empresas.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">O contraponto: exig\u00eancia com pertencimento<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Se o caso do executivo mostra o desconforto sem humanidade, o Magazine Luiza \u00e9 talvez o exemplo brasileiro mais longevo do desconforto com humanidade.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Poucas culturas s\u00e3o t\u00e3o exigentes com metas: remunera\u00e7\u00e3o vari\u00e1vel fortemente atrelada ao desempenho individual, metas acompanhadas semanalmente em rituais como o Rito de Comunh\u00e3o, realizado toda segunda-feira em todas as lojas. E, ao mesmo tempo, poucas culturas cuidam tanto do pertencimento: participa\u00e7\u00e3o nos lucros desde 1993, conselhos de loja eleitos pelos pr\u00f3prios funcion\u00e1rios desde 1995 \u2014 que opinam at\u00e9 sobre contrata\u00e7\u00f5es \u2014 e presen\u00e7a h\u00e1 mais de 25 anos consecutivos, desde 1998, nos rankings de melhores empresas para trabalhar do Great Place to Work.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Luiza Helena Trajano resume essa combina\u00e7\u00e3o em duas frases que parecem contradit\u00f3rias e n\u00e3o s\u00e3o. A primeira: &#8220;S\u00f3 errando a gente aprende. Quem nunca faz nunca erra, e precisamos dar oportunidade \u00e0s pessoas para que cometam novos erros.&#8221; A segunda: &#8220;<em>A gente briga muito. Discute, vai at\u00e9 o fim, fala tudo o que vem \u00e0 cabe\u00e7a. Mas, quando acabou, acabou. Aqui a gente sempre diz que a verdade liberta.&#8221;<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Repare: conflito, cobran\u00e7a e franqueza convivendo com seguran\u00e7a para errar. <strong>Exig\u00eancia alta, seguran\u00e7a alta.<\/strong> A zona de aprendizagem de Edmondson, funcionando em escala de dezenas de milhares de colaboradores h\u00e1 d\u00e9cadas.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img decoding=\"async\" width=\"774\" height=\"464\" src=\"https:\/\/claudiostarec.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/bernardinho-2.webp\" alt=\"\" class=\"wp-image-1113\" srcset=\"https:\/\/claudiostarec.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/bernardinho-2.webp 774w, https:\/\/claudiostarec.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/bernardinho-2-300x180.webp 300w, https:\/\/claudiostarec.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/bernardinho-2-768x460.webp 768w\" sizes=\"(max-width: 774px) 100vw, 774px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Zona de Desconforto do L\u00edder<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">A zona de desconforto do pr\u00f3prio l\u00edder<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Falta a parte mais dif\u00edcil do artigo e da lideran\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Porque \u00e9 c\u00f4modo demais criar zonas de desconforto apenas para os outros. <em>O l\u00edder que desafia o time e poupa a si mesmo n\u00e3o est\u00e1 desenvolvendo pessoas<\/em>; <strong>est\u00e1 terceirizando o pr\u00f3prio crescimento.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">E ningu\u00e9m ilustra isso melhor do que o pr\u00f3prio disseminador da filosofia do desconforto.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Rio de Janeiro, 2016. Bernardinho, o t\u00e9cnico mais vitorioso da hist\u00f3ria do v\u00f4lei brasileiro<strong>,<\/strong> comanda a sele\u00e7\u00e3o masculina na Olimp\u00edada disputada em casa, diante da sua torcida, no Maracan\u00e3zinho. Como de costume, mant\u00e9m nos primeiros jogos a postura de cobran\u00e7a intensa que havia rendido ouro em Atenas e pratas em Pequim e Londres. E o resultado foi um desastre: duas derrotas na fase de grupos, para Estados Unidos e It\u00e1lia, e o Brasil \u00e0 beira da elimina\u00e7\u00e3o \u2014 a vaga nas quartas de final ficou dependendo da \u00faltima partida, contra a Fran\u00e7a, que um ano antes havia vencido a Liga Mundial exatamente naquele mesmo gin\u00e1sio.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Bernardinho costuma contar em suas palestras o que aconteceu nos bastidores daquele momento. Quem veio conversar com ele foi algu\u00e9m com uma legitimidade que nenhum consultor teria: seu filho, Bruninho, levantador daquela sele\u00e7\u00e3o. A conversa foi sobre gera\u00e7\u00f5es. O que funcionava com a gera\u00e7\u00e3o de Giba, Serginho e companhia, campe\u00e3 ol\u00edmpica em Atenas, j\u00e1 n\u00e3o funcionava com aquele grupo. A <strong>cobran\u00e7a<\/strong> que antes<strong> <\/strong><strong><em>acendia<\/em><\/strong><strong> os veteranos agora <\/strong><strong><em>apagava<\/em><\/strong><strong> os mais novos.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">E ent\u00e3o o ap\u00f3stolo do desconforto entrou na <strong>mais dif\u00edcil das zonas de desconforto: a de mudar a si mesmo<\/strong>. Percebeu que, antes de exigir outra atitude do time, precisava rever a pr\u00f3pria atitude de cobran\u00e7a. Ajustou o tom. E foi s\u00f3 a partir da\u00ed que a equipe voltou a vencer: bateu a Fran\u00e7a no jogo decisivo, eliminou Argentina e R\u00fassia e fez 3 a 0 na It\u00e1lia na final, com o Maracan\u00e3zinho lotado, conquistando o ouro ol\u00edmpico em casa.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Repare na beleza dessa hist\u00f3ria. <strong>O maior defensor da zona de desconforto n\u00e3o abandonou seu m\u00e9todo, aplicou-o 1000%, pela primeira vez com aquela radicalidade, em si mesmo<\/strong>. E precisou que um liderado (e filho) tivesse seguran\u00e7a psicol\u00f3gica suficiente para dizer ao t\u00e9cnico mais vitorioso do pa\u00eds que <strong><em>o problema, daquela vez, estava no comando<\/em><\/strong>. A zona de aprendizagem de Edmondson funcionando nos dois sentidos: o time podendo falar, o l\u00edder podendo ouvir.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A zona de desconforto do l\u00edder tem outros endere\u00e7os conhecidos. Pedir feedback de verdade, aquele que d\u00f3i, para a equipe, e n\u00e3o apenas para os pares. Cercar-se de quem discorda, quando seria t\u00e3o mais confort\u00e1vel contratar concord\u00e2ncia. Assumir publicamente os pr\u00f3prios erros, como fez o executivo da minha hist\u00f3ria. E <strong>acompanhar de perto n\u00e3o apenas os n\u00fameros que sobem, mas as pessoas que os sustentam<\/strong>, porque foi exatamente esse acompanhamento que faltou no caso que abriu este artigo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O Bernardinho treinava seu time no dia seguinte \u00e0 vit\u00f3ria, mas estava na quadra junto, \u00e0s duas da tarde. <strong>E, quando foi preciso, teve a grandeza de mudar primeiro.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Essa \u00e9 a diferen\u00e7a que separa tudo. E que define tudo.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">M\u00e1xima Starec<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Zona de desconforto s\u00f3 desenvolve quando o l\u00edder entra nela junto com o time. Quando ele apenas empurra os outros para dentro, o nome muda: deixa de ser desenvolvimento e passa a ser abandono com metas. Desconforto sem humanidade \u00e9 ass\u00e9dio com metas!<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Deixo tr\u00eas perguntas para sua reflex\u00e3o de l\u00edder:<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O \u00faltimo grande desafio que voc\u00ea deu ao seu time era dif\u00edcil \u2014 ou era imposs\u00edvel?<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Quando foi a \u00faltima vez que voc\u00ea acompanhou de perto as pessoas, e n\u00e3o apenas os n\u00fameros?<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">E a pergunta mais desconfort\u00e1vel de todas: qual foi a \u00faltima zona de desconforto em que voc\u00ea colocou a si mesmo?<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Conte nos coment\u00e1rios. Este artigo faz parte da s\u00e9rie que antecede o lan\u00e7amento de <em>Lideran\u00e7a 360\u00b0: Os 5 Ps da Alta Performance<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<div style=\"height:30px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>Fontes: Bernardo Rezende (Bernardinho), Transformando Suor em Ouro, Sextante, 2006 (cap. &#8220;Aos campe\u00f5es, o desconforto&#8221;); relato do pr\u00f3prio Bernardinho em palestras sobre o epis\u00f3dio do Rio 2016; campanha ol\u00edmpica Rio 2016 (duas derrotas na fase de grupos para EUA e It\u00e1lia, classifica\u00e7\u00e3o decidida contra a Fran\u00e7a e ouro sobre a It\u00e1lia por 3 a 0 no Maracan\u00e3zinho); Yerkes &amp; Dodson, 1908; Judith Bardwick, Danger in the Comfort Zone, 1991; Lev Vygotsky, zona de desenvolvimento proximal; Amy Edmondson, A Organiza\u00e7\u00e3o Sem Medo, 2018; Great Place to Work Brasil (case Magazine Luiza, presen\u00e7a nos rankings desde 1998); declara\u00e7\u00f5es de Luiza Helena Trajano \u00e0 revista Exame. O caso do executivo \u00e9 narrado, com identidade preservada, no livro Lideran\u00e7a 360\u00b0: Os 5 Ps da Alta Performance, de Claudio Starec (no prelo).<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">#Lideran\u00e7a #ZonaDeDesconforto #AltaPerformance #Seguran\u00e7aPsicol\u00f3gica #Gest\u00e3oDePessoas #DesenvolvimentoDeL\u00edderes #Lideranca360 #ClaudioStarec #lideran\u00e7a360 #bernadinho<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Desconforto sem humanidade \u00e9 ass\u00e9dio com metas! Seu time n\u00e3o precisa de conforto. Precisa de um l\u00edder que entre na quadra junto. Ele havia batido todas as metas com tr\u00eas anos de anteced\u00eancia. Conto essa hist\u00f3ria no meu novo livro, Lideran\u00e7a 360\u00b0: Os 5 Ps da Alta Performance, que ser\u00e1 lan\u00e7ado ainda este ano. 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